domingo, 9 de julho de 2017

A VERDADEIRA PREDESTINAÇÃO BÍBLICA

O enigma espiritual representado por Cristo e a Igreja constitui parte integrante da Palavra de Deus, precisamente e repetidamente nestes exatos termos, isto é, O MISTÉRIO DA CRUZ.

Diz-nos abertamente a Palavra de Deus que Jesus Cristo é o Verbo que se fez carne.

Declara-nos explicitamente a Bíblia que Jesus Cristo é o Cordeiro de Deus que foi morto antes da fundação do mundo.

A mesma e terrível Palavra de Deus declara abundantemente e de modo inconfundível que JESUS CRISTO representa o próprio Deus sacrificando-se a si mesmo, imolando-se numa horrorosa morte de cruz, para isso havendo sido enviado pelo Pai a fim de promover o resgate de TODOS AQUELES QUE NELE CREREM.

Ou seja, JESUS, o Verbo, fez-se homem, nascido de mulher, nascido sob a lei, veio ao mundo e, por projeção predestinatória divina, submeteu-se a si mesmo para abrir a possibilidade de vida eterna a TANTOS QUANTOS NELE CREREM.

Fica óbvio, portanto, que A SALVAÇÃO É DE TODOS, A SALVAÇÃO É OFERTADA A TODOS, isto é, a pessoas de quaisquer paragens deste mundo tenebroso, de quaisquer nacionalidades, estando sem exceção a totalidade da humanidade DE ANTEMÃO CONTEMPLADA COM A SALVAÇÃO GRATUITAMENTE OFERTADA E CONCEDIDA POR DEUS.

Faz-se evidente, então, que TODOS OS HOMENS, MULHERES E CRIANÇAS SÃO OU FORAM CONSUMADAMENTE SALVOS POR JESUS CRISTO, através do Mistério da Cruz, antes da fundação do mundo, por efeito direto da morte vicária do Cordeiro de Deus.

Mostra-se patente, por conseguinte, que essa SALVAÇÃO e VIDA ETERNA representam uma dádiva PECULIAR e INDISTINTA a todos os viventes, aos quais  Deus houve por bem abrir ensejo à individual, misteriosa e também sobrenatural possibilidade de REJEIÇÃO, na medida em que TODOS NÓS, vale dizer, TODAS AS PESSOAS NESTE MUNDO, JÁ NASCEM SALVAS PELO SANGUE DO CORDEIRO.

O PECADO, em sua origem, atingiu-nos a todos a partir do primeiro homem ou a partir do primeiro Adão.

E esse primeiro homem ou primeiro Adão REJEITOU o mandamento de Deus, pecando e trazendo maldição sobre toda a geração posterior, como estampado na Bíblia: "TODOS PECARAM".

O Criador, num ato soberanamente sobrenatural, movido também por sobrenatural preocupação com sua imagem e semelhança, e igualmente sobrenatural demonstração do amor que lhe é imanente, dispôs-se a conceder a TODOS a VIDA ETERNA ou a SALVAÇÃO a partir do segundo homem ou do segundo Adão.

Assim, todos quantos, tal como o primeiro Adão, NOVAMENTE se rebelarem ou se mostrarem indiferentes ao GRANDE E INDIZÍVEL MISTÉRIO DA CRUZ, naturalmente que estarão fora da bem-aventurança reconciliatória proposta por Deus ou propiciada por Deus em Jesus Cristo, o SEGUNDO ADÃO que, por predestinação anterior à fundação do mundo, veio resgatar TODA A HUMANIDADE.

domingo, 28 de maio de 2017

A APOLOGIA DA SALVAÇÃO BÍBLICA NA VISÃO DO CALVINISMO


UMA ILUSTRAÇÃO EXATA
Imagem: crédito para karenwarfel


Ambos concebidos pela mesma mãe
O bebê da direita é Filho de Deus
O bebê da esquerda é Filho do Cão
O bebê da direita é Predestinado para a Vida
O bebê da esquerda é Predestinado para a Morte
O bebê da direita é um miserável pecador chamado pela Graça Irresistível para possuir por herança o reino que lhe está preparado desde a fundação do mundo
O bebê da esquerda é um miserável pecador projetado para a Desgraça Irresistível e fogo eterno reservado para o diabo e seus anjos
Jesus morreu para salvar o bebê da direita
Jesus não morreu para salvar o bebê da esquerda
Deus quer que o bebê da direita viva
Deus quer que o bebê da esquerda morra
Deus ama o bebê da direita
Deus odeia o bebê da esquerda

sábado, 13 de maio de 2017

A IGREJA REFORMADA E AS "OUTRAS": DIFERENÇAS TRISTEMENTE CHOCANTES

A MAIOR PARTE DO QUE AQUI SE ENCONTRA É ESTRANHAMENTE MANTIDA EM OCULTO OU SIMPLESMENTE NEGADA PELO CALVINISMO

O QUE CREEM AS DENOMINAÇÕES REFORMADAS OU CALVINISTAS
O QUE CREEM OS DEMAIS SEGMENTOS RELIGIOSOS CRISTÃOS
01
Calvinismo rejeita qualquer tipo de iniciativa humana em direção a Deus
As outras Denominações creem na possibilidade da voluntariedade humana
02
Calvinismo crê na irresistibilidade da Graça
As outras Denominações creem na possibilidade de rejeição da Graça
03
Calvinismo não crê em orações que ecoem nos céus e que por elas Deus se mova
As outras Denominações creem que Deus ouve orações
04
Calvinismo não crê em orações para curas de enfermidades
As outras Denominações creem que as orações são eficazes relativamente a enfermidades
05
Calvinismo não crê em nenhum dom espiritual na atualidade
As outras Denominações creem em todos os dons espirituais descritos na Bíblia como perfeitamente aplicáveis aos dias atuais
06
Calvinismo não crê, por exemplo, em profecias
As outras Denominações creem que o homem está apto a profetizar na forma Bíblica
07
Calvinismo não crê, por exemplo, em milagres
As outras Denominações creem que os milagres permanecem plenamente possíveis
08
Calvinismo não crê, por exemplo, na espiritualidade verbal em línguas
As outras Denominações creem na manifestação de línguas na forma Bíblica
09
Calvinismo crê que as línguas eram meramente idiomas de outros países (Espanhol, Inglês, Russo, Grego, Japonês, Coreano)
As outras Denominações creem que o dom de línguas consistia em falar em mistérios, isto é, não falar aos homens, mas a Deus, em sintonia com o que ensina a Bíblia
10
Calvinismo considera como infiéis ou hereges as Denominações não reformadas
As outras Denominações não fazem acepção e reputam como irmãs em Cristo as demais
11
Calvinismo considera revogado o capítulo 5:14-18 do Livro de Tiago
As outras Denominações creem perfeitamente na Bíblia por inteiro
12
Calvinismo proíbe ou desaconselha o casamento entre Reformados com membros de outras Denominações
As outras Denominações nem cogitam isso
13
Calvinismo defende que seus Pastores detêm o poder das chaves dos céus
As outras Denominações não sustentam tal ponto de vista, com esse viés, com essa intensidade
14
Calvinismo defende que seus Pastores podem perdoar pecados ou reter pecados
As outras Denominações não adotam essa doutrina, muito menos com esse pretendido caráter centralizador ou monopolizador
15
Calvinismo defende que seus membros devem confessar os pecados aos Pastores
As outras Denominações não adotam essa prática, que sabidamente tem origem no Catolicismo Romano
16
Calvinismo defende que a liturgia deve ser discreta, em voz baixa, sem gritos de "glória" e "aleluia"
As outras Denominações entendem que deve haver liberdade de manifestações espirituais
17
Calvinismo defende que todas as coisas no âmbito existencial fazem parte do decreto predestinatório imutável de Deus
As outras Denominações não radicalizam nesse aspecto
18
Calvinismo defende que todo homem já nasce com endereço certo: ou para o céu ou para o inferno
As outras Denominações entendem que Jesus morreu para salvar todo aquele que crê
19
Calvinismo defende que todo e qualquer Facínora, Bandido ou Assassino é instrumento da divina providência usado por Deus para execução de juízos ou tarefas punitivas
As outras Denominações rejeitam isso, reputando-os como instrumentos do Diabo
20
Calvinismo defende que ninguém crê para ser salvo, mas que só os predestinados (ou eleitos) serão salvos
As outras Denominações defendem que quem crer será salvo, como se lê na Bíblia
21
Calvinismo defende que Deus é o autor, controlador e direcionador do mal
As outras Denominações rejeitam isso
22
Calvinismo defende que o pecado foi ordenado por Deus
As outras Denominações rejeitam isso
23
Calvinismo defende que Adão pecou porque Deus assim determinou "para sua própria glória"
As outras Denominações são avessas a isso
24
Calvinismo defende que Jacó foi um Anjo projetado e predestinado por Deus para a vida, sem que nele houvesse qualquer consciência ou atitude
As outras Denominações entendem que Jacó foi um Homem de Deus, embora sujeito às mesmas paixões que nós

Calvinismo defende que Esaú foi um Diabo projetado e predestinado por Deus para a morte, sem que nele houvesse qualquer consciência ou atitude
As outras Denominações entendem que Esaú foi um Homem, tanto quanto Jacó, sujeito às mesmas paixões que nós, e não veem na Bíblia qualquer indicativo de que Esaú tenha sido "despachado predestinatoriamente" para o Inferno
25
Calvinismo assegura solenemente que o Papa é o Anticristo ao qual a Bíblia profeticamente se refere
As outras Denominações sustentam que esse homem é apenas o Chefe de um Estado chamado Vaticano ou da Religião Católico-Romana, e que, além disso, a figura escatológica e profética do Anticristo não produz uma sequência infindável de "sucessores", todos entronizados no mesmo lugar, todos nascendo, todos envelhecendo, todos morrendo como rotineiramente morre qualquer homem.
26
Calvinismo preconiza que não deve haver liberdade religiosa que permita o surgimento de seitas e sincretismos distanciados da Verdade Bíblica, os quais hão de ser combatidos implacavelmente.
As outras Denominações ponderam que o ser humano pode optar pelo caminho religioso que lhe parecer adequado e que é um direito inquestionável de cada qual. Impedir isso representa crime contra o sentimento ou a liberdade religiosa ou de consciência e de crença, e que todas as pessoas serão responsáveis diante de Deus pelos caminhos que escolherem. As violações, prisões e homicídios praticados pelo Calvinismo em Genebra, sob o pretexto de uma "Religião Reformada" obviamente que constituem uma execrável mancha.
27
Calvinismo abraça a doutrinação segundo a qual Deus teria ordenado o pecado ou a queda de Adão, e ao mesmo tempo apregoa que foi o próprio Adão quem se corrompeu a si mesmo e por si mesmo, por autodeterminação, por rebeldia, e que, portanto, Adão seria o "responsável direto" pelo surgimento da morte.
As outras Denominações reputam tal ponto de vista tão esdrúxulo, tão alheado de qualquer mínimo sentido, que a seu respeito não veem razão para contra-argumentos, pois que esse ensinamento religioso, ou essa, digamos, exegese, ou essa, digamos, revelação, porque evidentemente insustentável, sucumbe por si e em si mesma.
28
Calvinismo defende que a salvação, ou seja, que a vida eterna só é possível no Movimento Reformado
As outras Denominações entendem que isso não merece nem ser comentado
29
Calvinismo defende que Infiéis ou Hereges devem ser eliminados, esmagados, mortos
As outras denominações, infinitamente ao contrário, entendem que o Cristianismo representa essencialmente o AMOR AO PRÓXIMO, exatamente como AMOROSAMENTE preconiza a Bíblia.

Fontes (CALVINISMO):

Institutas da Religião Cristã (João Calvino)

Confissão Calvinista de Fé de Westminster

The Story of Civilization (Will Durant, Sexto Volume)

História da Igreja Cristã (Philip Schaff)

Fontes (OUTRAS DENOMINAÇÕES COM IDENTIDADE CRISTÃ):

- Arminianismo
- Remonstrância
- Metodismo
- Pentecostalismo
- Jacobus Arminius
- John Wesley
- Et cetera


segunda-feira, 24 de abril de 2017

ARMINIANISMO E CALVINISMO: E DAÍ?

O movimento religioso integrado pelos chamados Arminianos adota como enfoque soteriológico, ou parâmetro de interpretação do MISTÉRIO BÍBLICO DA SALVAÇÃO, o que comumente se denomina presciência, sinônimo de onisciência ou de pré-conhecimento, ornamentadamente com a figura por eles chamada de Graça Preveniente.

Em realidade intensamente palpável, esse pensamento Arminiano representa nada mais, nada menos, do que uma espécie de maquiagem da predestinação fatalista apelidada de Calvinismo, cuja concepção se atribui a um cidadão francês de nome João Calvino.

Através de análise e esquadrinhamento atento, à luz da Palavra de Deus, inevitavelmente observar-se-á que simplesmente não existe diferença minimamente significativa entre a preordenação irrestrita ou todo-inclusiva proposta pelo Calvinismo e a preordenação motivada ou norteada ou amenizada pela onisciência ou presciência com a qual acena o Arminianismo, a partir do que Deus, então, ciente de quem ou quais pessoas se inclinariam a CRER, as acolheria para a vida, como se preservando-lhes o livre-arbítrio.

Todavia, imprescindivelmente indaga-se: De que plausível maneira Deus poderia, como preconizado por Arminianos, "APENAS" conhecer previamente todas as coisas futuras sem nelas interferir decisoriamente ou, mais exatamente, sem tê-las delineado em todas as variantes da existência, sendo Ele próprio o Criador?

E, ainda por cima, dentro dessa tese Arminiana, supor que pessoas estivessem aptas ou fossem "perfeitamente livres" para o ato de escolher entre a vida e a morte, sob o olhar permissivo de Deus que, segundo o argumento desse movimento religioso, já tudo sabia, ou, mesmo tudo sabendo, decidiu "não interferir" na vontade humana, isto é, permitindo que a escolha errada e, portanto, contrária aos desígnios do Criador, prevalecesse?

Ora, se Deus JÁ SABIA, pela presciência, pelo ilimitado conhecimento do presente e do futuro, qual haveria de ser essa apenas aparente escolha humana, é evidente que o mesmo Deus assim havia determinado. É impossível conceber o pensamento ou supor válida a tese de que Criação, Poder Absoluto e Presciência seriam atributos divinos independentes entre si, isto é, que não fossem harmônicos ou sinérgicos em termos de reflexos na vida do ser humano, criatura de Deus.

Do contrário, necessariamente ter-se-ia de conviver com a ideia de que Deus, em realidade, e de caso pensado, ao contrário da teoria Arminiana, despojou-se de sua onisciência, deixou-se limitar no tempo, vale dizer, que o Criador decidira abdicar por um momento de sua Plenipotência e Soberania, como que retirando-se do contexto da Eternidade, como forma de observar qual haveria de ser a atitude do ser humano através do tão controvertido LIVRE-ARBÍTRIO ou VONTADE LIVRE.

E, nesse caso então, Deus teria sido como que "surpreendido" pela vontade autônoma da criatura e deixou-se "vencer" por ela, abrindo alas para que o ser humano verdadeiramente optasse entre os céus e as trevas, entre viver e morrer?!

Pelo ângulo dos condenados ou réprobos, e para o efeito comparativo aqui objetivado, voltando, agora, pensamento e raciocínio para o modo de pensar Calvinista, como seria, ilustrativamente, possível a alguém, no linguajar da teoria levantada por João Calvino, se dedicar a CRIAR "algo", PROJETAR "algo", SABER MINUCIOSAMENTE as numerosíssimas ações e omissões desse "algo", CONHECER D'ANTEMÃO tudo o que com esse "algo" acontecerá, e, no entanto, imputar ao próprio "algo" a "culpa"(sic) ou a "total responsabilidade"(sic) pelo que de mal lhe sobrevier, como se a vontade do "algo" houvesse sido a causa primária e absoluta de sua perdição? Dito de outro modo, o "algo" se perdeu a si mesmo por si próprio, em razão de sua perversidade cultivada!! Diz o Calvinismo.

Já com respeito aos eleitos ou agraciados com a vida eterna, o paradoxo calvinista ganha contornos ainda piores, na medida em que o cristão seria compelido a adaptar sua convicção, seu entendimento e sua fé no sentido de que Deus, em algum momento da eternidade, se é que eternidade é fracionada em momentos, "ELEGEU" predestinatoriamente e, claro, imutavelmente, alguns poucos "algos" (pessoas) como se os estivesse "SALVANDO" de uma catástrofe ou de uma perdição iminente que teria como origem "escolhas" erradas ou pecaminosas desses "algos" (pessoas) calvinisticamente fabricados, sem que, por parte desses escolhidos "algos", houvesse ou tivesse havido qualquer manifestação até mesmo de vontade de serem salvos ou de buscar a salvação...

A que conclusão se pode chegar?

Que ambas essas correntes religiosas, Arminianismo e Calvinismo, preconizam doutrinas idênticas, embora há séculos inutilmente se digladiem e se acusem mutuamente de "Incompreensão Bíblica".

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